Estação Pátio Savassi debate o comportamento do mineiro

9 de junho de 2011

Tradicionais, conservadores e exigentes. É desta forma que várias pessoas caracterizam o mineiro.
Para entender o comportamento do típico representante das Minas Gerais, diante das constantes modificações sociais que vivemos e dos hábitos de compra, o projeto Estação Pátio Savassi realizará um debate com o tema “Como o mineiro lida com o diferente”. O encontro será nesse sábado, 18 de junho, no anfiteatro (L2) do Shopping Pátio Savassi (Avenida do Contorno, 6061 – Savassi), a partir de 11h. O tema faz parte do conceito “Ver e Ouvir o diferente”, que vai nortear os encontros do projeto no primeiro semestre de 2011.

Para uma visão mais ampla do tema, três especialistas foram convidados para argumentar sobre a questão: a psicóloga Rose Parreiras; a empresária Gabriela Maria Vitória Demarco e o administrador e empresário, Marcelo Cenni.

No encontro, eles vão abordar temas relacionados ao comportamento dos mineiros, apontando como se posicionam no seu campo de atuação e os fatores relevantes para a construção da identidade coletiva. “Avançaremos na discussão apontando quais os valores percebidos e absorvidos, bem como crenças e atitudes, e como estes se relacionam com a percepção que o mineiro tem do mundo”, adianta Rose Parreiras.

Sobre os palestrantes Rose Parreiras é psicóloga com especialização em Gestão Estratégica de Marketing; Análise Fenomenológica Existencial e Técnicas Projetivas. Há 15 anos atua no mercado de pesquisa e inteligência de mercado.

A empresária Gabriela Demarco é argentina e vive em Belo Horizonte desde 1981. Aprendeu técnicas de desenho e serigrafia na Escola Guignard e fundou a grife de roupas Elvira Matilde, que combina desenho exclusivo de estampas e modelagens em coleções de inverno e verão desde 1991.

Marcelo Cenni é empresário há 50 anos. Formado em Administração de Empresas, tem especialização em Marketing e Análise de sistemas. É diretor da Expertise Inteligência e Pesquisa de Mercado. Atua na área de inteligência competitiva e marketing há mais de 20 anos, com serviços e consultoria para várias empresas. É autor do Livro “Abrindo uma empresa, dicas para se obter sucesso”.

Convidamos você a participar das perguntas.

O que te faz mineiro?

Como o mineiro lida com a diferença?

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6 comentários

  1. Júlia, descobri muito dessa mineiridade quando fui morar fora do Brasil. Poucos dias antes de viajar, sentei em um café do centro de BH e pedi café e pão de queijo. Pensava em quanto tempo ficaria sem comer pão de queijo quando, sentado a meu lado no balcão, um cidadão que se apresentou como jornalista, também comia calmamente seu pão de queijo e, de repente, me disse: – Passei um ano em Los Ângeles sem comer pão de queijo. Nunca imaginei que sentiria tanta falta. Ri da coincidência, começamos a conversar e rir de nossas aventuras pela vida. Dois dias depois viajei e nunca mais o vi. Ali, naquele momento, eu me senti tão mineiro. Chegando em Paris, logo descobri a feira onde encontraria o polvilho e aprendi a fazer páo de queijo com queijo Ementhal. E passei a receita para muita gente.

  2. Estação do Saber disse:

    Olá Paulo, nosso pão-de-queijo certamente é uma marca registrada da região e resgata lembranças de nossa cultura. Mas vale a pergunta: Porque/Como ele consegue passar esse sentimento de mineiridade?

  3. Eliane Santos disse:

    O que me faz sentir mineira são as montanhas, a paixão sempre dissimulada e as ladeiras…
    Vivendo em BH, ainda somos mineiros?

  4. Paulo Cezar S. Ventura disse:

    Essa é a pergunta. Na ocasião que relato acima, descobri que o pão de queijo, no caso, é, na família, receita antiga, passada de mãe para filha. Tão simples, mas cheia de valores arraigados. E o caso do mineiro com o queijo que antecede o pão de queijo, também é, ao mesmo tempo, tão particular e tão comum a outro povos e outros produtos. É um bom tema para debate. Pena que não estarei em BH no sábado.
    Sucesso.

  5. Marcos Bortolus disse:

    Ontem, estava presente no debate sobre comportamento mineiro. A Rose Parreiras busca como base para o entendimento da mineiridade a vida nas fazendas. Sai do debate pensando que esta base deva ser ampliada e me lembrei do clássico Casa Grande e Senzala e, é lógico, esta ampliação deve passar pela inclusão dos povos indígenas e povos afro-descendentes.

    Elementos que a Rose aponta como intimidade nas relações teriam mais haver com a vida na casa grande da fazenda ou com a convivência entre si dos índios e dos negros (que se tornariam os caboclos, os artesãos, os pescadores, os trabalhadores rurais, etc.)? E o gostar de ficar envolta do fogo ou fogão à lenha?

    Sobre a baixa autoestima (traço da brasilidade): quem foram os povos escravizados, tirados à força de suas terras, obrigados a esquecer as suas línguas e a sua indentidade? E em que estado este processo teria sido um dos mais cruéis no Brasil? A trilha do dito desenvolvimento transforma aos poucos as terras em 3 desertos: o vermelho: fruto das mineirações, o verde: plantando soja e eucalipto e o azul: barragens para as usinas hidrelétricas. Este processo desenvolvimentista foi devastador em Minas e continua…

    Na Av. Antônio Carlos tem uma equação pintada num barranco que resume bem a continuidade do processo desenvolvimentista no Brasil:

    COPA 2014 = DESPEJO

  6. Estação do Saber disse:

    Olá Marcos, primeiramente obrigado por sua participação na Estação Pátio Savassi e o feedback posterior em nosso site. Esta discussão certamente vai longe e rende bons frutos. Compreender o contexto que nos cerca leva a uma reflexão que passa por vários campos, como política, cultura, economia etc…

    Mas o importante, acima de tudo, é nunca deixar de debater este assunto.

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