Quadros de grandes mestres são roubados em Zurique

11 de fevereiro de 2008

ZURIQUE, Suíça (Reuters) – Pinturas a óleo de Cézanne, Degas, Van Gogh e Monet, avaliadas em 164 milhões de dólares, foram roubadas no domingo de um museu de Zurique por ladrões armados e mascarados, em plena luz do dia, afirmou a polícia suíça na segunda-feira.

É o maior roubo de obras de arte que já aconteceu no país, e a segunda ação do tipo ocorrida na região em um período de alguns dias.

As obras foram roubadas da Coleção Buehrle, em Zurique, maior cidade da Suíça e centro financeiro do país.

A ação aconteceu depois do roubo de dois quadros de Picasso – “Tête de Cheval”, de 1962, e “Verre et Pichet”, de 1944 -, de um centro cultural localizado na mesma região, na semana passada.

A polícia da Suíça se recusou a dizer se os dois roubos tinham conexão. Afirmou apenas que não tem pistas concretas a respeito dos quadros de Picasso nem sobre o número de pessoas envolvidas no assalto.

Na ação de domingo, três homens usando roupas pretas e máscaras, um deles falando alemão com acento eslavo, forçaram sua entrada no museu e saíram com as obras em um carro branco, informaram policiais.

A polícia disse que uma recompensa de US$ 90 mil foi oferecida para quem der pistas que levem aos quadros.

As quatro pinturas roubadas foram “O Menino de Colete Vermelho” (1890), de Cézanne, “O Conde Lepic e Suas Meninas” (1871), de Degas, “Papoulas em Vetheuil” (1880), de Monet, e “Castanheiro em Flor” (1890), de Van Gogh.

A polícia elevou o valor dos quadros para US$ 164 milhões (quase R$ 290 milhões), após dizer inicialmente que eles valiam US$ 95 milhões.

As obras foram levadas da coleção impressionista reunida pelo empresário suíço já falecido Emil Buehrle – uma das figuras mais polêmicas do mundo empresarial por ter vendido baterias antiaéreas para a Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra Mundial.

A Coleção Buehrle, localizada perto da Costa Dourada de Zurique, um conjunto de bairros ricos construídos à beira de um lago, diz possuir um dos conjuntos mais importantes de obras impressionistas e pós-impressionistas, segundo seu site (www.buehrle.ch).

Não foi possível encontrar imediatamente um porta-voz da coleção para falar sobre o caso.

Buehrle comprou quadros de 1951 até morrer, em 1956, segundo o site.

Os quadros de Picasso roubados, que valeriam, segundo meios de comunicação, US$ 4,5 milhões (R$ 8 milhões), tinham sido emprestados do Museu Sprengel, de Hannover, na Alemanha.

Fonte: Reuters – Portal UOL

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