Estação Pátio Savassi: Rafaela Lamego

15 de setembro de 2011

Dentro do ciclo de debates sobre o Bem-viver, o Estação Pátio Savassi recebe, no próximo sábado 17/09,a Mestra em Educação e psicóloga com ênfase organizacional, Rafaela Lamego.

Para esquentar a conversa, conversamos com ela sobre o assunto. Confira uma prévia do que está por vir:

Um ponto incial de reflexão: quando pensamos em bem-viver, em geral ligamos a ideia a coisas do cotidiano “extra-emprego”. Um passeio, uma experiência gastronômica etc… é possível viver bem no trabalho? Quais as interceções entre os dois momentos da vida?

Bom, esta reflexão vem contaminada pelo antigo paradigma de segregação da vida pessoal da vida profissional. Fomos criados para separar nossas vidas em duas partes, porém indiscutivelmente uma alimenta a outra, pois somos sujeitos integrais. É claro que temos papéis que devem ser seguidos em cada instância e devem ser contextualizados. Para se viver bem no trabalho, a pessoa deve estar alinhada com os seus próprios princípios e valores, fazendo o que ela acredita e com oportunidade de deixar a sua marca no mundo, e para isso ela deve conhecer os seus próprios propósitos e estes devem estar alinhados com os propósitos da empresa em que ela trabalha.

Quais as ações mais comuns para trabalhar o bem-viver no ambiente corporativo?

Atualmente, uma das grandes preocupações do ambiente corporativo é gerar qualidade de vida no trabalho. Antes o foco era com a qualidade dos produtos desenvolvidos, hoje, felizmente, o foco é as pessoas. As empresas cada vez mais investem energia em programas com a qualidade de vida dos empregados. Existem ações importantes para prevenção da saúde dos empregados, ações de conciliação entre vida pessoal e profissional, envolvimento da familia em beneficios e ações da empresa, investimento em desenvolvimento e orientação de carreira do próprio profissional, e parcerias com diversas outras empresas que gerem beneficios extra-trabalho ( lazer, saúde, cultura, educação, gastronomia…).

Trabalhar bem (num bom emprego, com bom salário etc) é garantia de qualidade de vida? E o contrário? É possível estar num emprego razoável e viver bem?

A recompensa financeira, como dizia Maslow, “não motiva, desmotiva” ou seja, ter condições de sobreviver e atender as necessidades básicas como moradia, alimentação, lazer, saúde e educação é essencial para todos e isso não motiva, mas desmotiva se não tivermos condições de atender a estas necessidades. O dinheiro é o meio para se conseguir algo maior, mas a satisfação vem através do reconhecimento, de fazer algo maior que gere valor para si mesmo e para os outros.

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