Cemig apresenta exposição

19 de fevereiro de 2008

Desde o dia 13 até o dia 25 de fevereiro, o público da Galeria de Arte da Cemig poderá ver a mostra “Viola de Minas”, do colecionador e músico mineiro Cláudio Alexandrino. A exposição faz parte do projeto “Prata da Casa Gremig”, que reúne todos os anos, na Galeria de Arte Cemig, trabalhos de empregados e seus dependentes.

“Viola de Minas” reúne cerca de 50 instrumentos, antigos e novos. O mais velho tem cerca de 100 anos e o mais novo foi confeccionado em 2007. “A minha intenção é contar um pouco da história das violas e de Minas por meio da coleção”, diz o músico. Segundo Cláudio, os instrumentos são bastante trabalhados, utilizando materiais como osso, ébano, marfim e madrepérola. “A maioria são peças históricas. Considero as violas obras de arte”, afirma.

Além de trazer instrumentos próprios, Cláudio fará uma homenagem ao violeiro e luthier mineiro Zé Côco do Riachão, com duas violas e uma rabeca, espécie de violino artesanal, fabricados pelo violeiro, conhecido como “Beethoven do Sertão”.

Artista

Cláudio Alexandrino é cantor e compositor, além de colecionador de violas caipiras artesanais. Ele conta que desde a adolescência gravava, lia e ouvia tudo o que dizia respeito a violas. Em 1988, o violeiro Almir Sater chamou sua atenção. “Foi ele que mudou a idéia que as pessoas tinham sobre viola caipira e a fez ficar mais aceitável”, afirma.

O colecionador adquiriu seu primeiro instrumento aos 27 anos e, diferente da maioria dos músicos, que aprendem a tocar violão primeiro, ele começou estudando viola caipira. “Foi quando descobri que tenho um dom e, de aprendiz, virei violeiro e colecionador. Mas minha intenção não é só comprar violas, eu faço viagens pesquisando e aprendendo músicas regionais”, conta.

Atualmente, Cláudio se apresenta profissionalmente com uma banda, conciliando as exposições e apresentações com seu trabalho na Cemig. As violas já foram expostas em Brasília, Ouro Preto, Timóteo e Conselheiro Lafaiete.

A exposição “Viola de Minas” pode ser vista, gratuitamente, das 8 às 20 horas, na galeria de arte da Cemig, à Avenida Barbacena, 1200, bairro Santo Agostinho

Fonte: Cemig

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