À luz da psicanálise e da filosofia, o que podemos entender dos movimentos que vem ocorrendo no país?

15 de agosto de 2013

Na busca de refletir o comportamento humano e a cultura, bem como ampliar o debate sobre a sociedade contemporânea, em agosto, o Projeto Estação Pátio Savassi promove mais uma palestra do ciclo “A cidade pulsa, a psicanálise escuta”. O evento, em parceria com a EBP/MG, será realizado no dia 23 de agosto, às 19h, no anfiteatro (L2) do Shopping Pátio Savassi (Avenida do Contorno, 6061 – Savassi), com entrada franca.

Com o tema “O que é Acontecimento?”, o evento apresentará como convidados o psicanalista, Antônio Teixeira, e o professor e filósofo, Bruno Almeida Guimarães, que vão debater sobre a teoria do acontecimento do filósofo Alain Badiou. Os palestrantes vão apresentar as mais recentes atualizações sobre essa teoria e uma demonstração de como essa nova teorização se aplica perfeitamente ao entendimento das manifestações dos últimos meses. Como podemos pensar este acontecimento? O que a luz da psicanálise e da filosofia pode ler no que vem acontecendo no país?

De acordo com Bruno Almeida Guimarães, na palestra serão apresentados outros exemplos de acontecimentos nas experiências políticas radicais, nas invenções da ciência, nas criações da arte e nos encontros do desejo e do amor. Já para Antônio Teixeira, a nomeação de um acontecimento é sempre precária, pois não dispomos de vocabulário exato para descrever algo que ainda mal compreendemos. “Neste exato momento, uma nova política se ergue, ganha forma nas ruas, nas redes sociais, sem que saibamos definí-la ao certo”, afirma Antônio.

O psicanalista e o filósofo vão elucidar o termo acontecimento e apresentar alguns exemplos a que ele se refere. O debate é uma realização da Estação do Saber em parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise (A Biblioteca no Pátio Savassi -EBP/MG).

Sobre os palestrantes

Antônio Teixeira – É psiquiatra, psicanalista da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise, professor associado da UFMG e autor de “A soberania do inútil e outros ensaios sobre psicanálise e cultura”.

Bruno Almeida Guimarães- Professor de filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto. Doutor pela UFMG com tese sobre a ética em Lacan. Membro do GT de Filosofia e Psicanálise da ANPOF (Associação Nacional de Pós-Gradução em Filosofia) e da International Society of Psychoanalysis and Philosophy/Société Internationale de Psychanalyse et Philosophie.

Sobre as mediadoras

Júlia Ramalho Pinto – Psicóloga, psicanalista, sócia-diretora da Estação do Saber, curadora do projeto Estação Pátio Savassi e do ETC-BH (Encontro de Twitteiros de Belo Horizonte).

Lilany Pacheco – Psicanalista membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise. Doutora em Ciência da Saúde da Criança e do Adolescente.


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Júlia veste Plural Multimarca R. Maranhão, 78 – Santa Efigênia BH/MG

Estação Pátio Savassi
O projeto é uma realização da Estação do Saber e do Shopping Pátio Savassi, com curadoria de Júlia Ramalho Pinto. Está no nono ano de realização, com palestras gratuitas, em que são discutidos temas contemporâneos, com a participação de intelectuais, escritores e profissionais renomados.
• Mensalmente, às sextas-feiras, terá como temática: “A cidade pulsa, a psicanálise escuta!”
• Mensalmente, aos sábados, terá como temática: “Minas são muitas”.
As palestras poderão ser acompanhadas através do Twitter de Júlia Ramalho Pinto http://twitter.com/arpjulia e da Estação do Saber http://twitter.com/estacaodosaber, com postagem de frases e comentários ao vivo das apresentações. O evento também será transmitido via Ustream, na página da Estação do Saber www.estacaodosaber.art.br (salvo por problemas de ordem técnica das operadoras de internet).

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8 comentários

  1. Marisa de Vitta disse:

    Importante debate! Considero fundamental formalizar algo do que acontece hoje…

  2. NRA Borges disse:

    Verás que um filho teu não foge à luta! Estarei lá no Pátio na sexta-feira dia 23.

    Sds, NRA Borges

  3. Norma Baltar Pinto disse:

    Chega a um ponto que as coisas começam a transbordar. O povo está sufocado de tantas coisas acontecendo e a justiça lerda não toma uma atitude. O Brasil é um país de impunidades. Nada acontece com os colarinhos brancos: eles roubam, usam o dinheiro do povo para as suas extravagâncias e, seus salários são maravilhosos. O povo está indo às ruas para tentar dar um basta na impunidade. De que forma? Usando a imprensa, a internet para se mobilizarem. As reivindicações estão sendo expostas e está forçando o governo a tomar providências (de uma forma ou de outra). Falam nos quebra-quebras. Não sou muito a favor mas, às vezes dão certo. Muitas coisas tem que ser corrigidas como uma educação de base de boa qualidade, valorização dos professores, melhores salários, menos cobrança de impostos, a saúde pública em péssimo estado, melhora dos hospitais públicos (equipamentos, instalações, meios para que nossos médicos possam trabalhar com um mínimo de qualidade) enfim, melhorar o país e nossos governantes. Sou da época de 64 e saia nas ruas reivindicando os nossos direitos apesar de toda a repressão existente. O povo tem que acordar para tudo o que está acontecendo e, acho que está começando. Quando a massa começa a incomodar, só Deus sabe o que pode acontecer.

  4. Estação do Saber disse:

    Norma, obrigada pela participação!

  5. Estação do Saber disse:

    NRA Borges, obrigada pela participação.

  6. Estação do Saber disse:

    Olá! Marisa,
    Obrigada pela participação.

  7. Rosilene P de souza disse:

    Gostei das palavras de Antonio Teixeira quando fala da ESTAÇÃO como ponto de parada, de partida , de produção…

  8. Rosilene P de souza disse:

    Acho que estamos em um momento em que o futuro é hoje e NÃO É MAIS UMA ILUSÃO!

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