Juventude, cidade e gangues é tema de debate no Estação Pátio Savassi (27/9)

20 de setembro de 2013

Em setembro, o Projeto Estação Pátio Savassi promove mais um debate do ciclo de palestras “A cidade pulsa, a psicanálise escuta”. Na sexta-feira, 27 de setembro, às 19h, o tema será “Juventude, cidade e gangues”, para o encontro que acontecerá no anfiteatro (L2) do Shopping Pátio Savassi (Avenida do Contorno, 6061 – Savassi), com entrada franca.

O tema será apresentado pela psicanalista e membro da Escola Brasileira de Psicanalise e Associação Mundial de Psicanalise, Ludmila Feres Faria, e pela médica e psicanalista Cristiane Cunha. As convidadas irão debater a visão da juventude em relação à puberdade, a violência e as novas formações de grupos.

Segundo Ludmila Feres Faria, a proposta é discutir a juventude e a formação de gangues tradicionais que vem se constituindo em torno de um ideal e as mudanças operadas no mundo contemporâneo. “Vemos surgir novas configurações grupais, em especial entre adolescentes, por exemplos, os grupos virtuais, as galeras e também as gangues. Qual a função desses grupos para os jovens? Quais as soluções os grupos podem trazer para este período da vida? Quais os impasses?”, destaca a psicanalista.

De acordo com Cristiane Cunha, a puberdade, a mais delicada das transições dos jovens, é também um arrombamento. “A adolescência pode ser pensada como uma resposta, um sintoma da puberdade, respostas possíveis diante do impossível. As incidências do declínio dos ideais e do discurso amoroso afetam o trabalho da adolescência na atualidade. As respostas possíveis, e frequentes na nossa época, abrangem a violência, o erro, o fracasso escolar, a anorexia, a bulimia, e obesidade e outras questões. É possível ocupar outro lugar, que ofereça menos risco ao adolescente”, reforça a psicanalista.

O debate é uma realização da Estação do Saber, em parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise (A Biblioteca no Pátio Savassi – EBP/MG).

Sobre as palestrantes

Ludmila Feres Faria – Psicanalista membro da Escola Brasileira de Psicanalise e Associação Mundial de Psicanalise. Mestre e Doutora em Psicologia. Funcionária da Secretaria de Defesa Social do Estado de Minas Gerais desde 1991, onde exerceu as funções de Diretora dos Programas: Fica Vivo (2003/2007) e Programa de proteção às crianças e adolescentes ameaçados de morte (2005/2007). Coordenadora da implantação da politica de medida socioeducativa de Semiliberdade e Meio aberto no Estado de Minas Gerais (2007/2011)

Cristiane Cunha – Médica e psicanalista. Professora de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Sintomas Contemporâneos do CNPq e do Grupo Subjetividade e Cultura do Mestrado Profissional de Prevenção da Violência da UFMG. Coordenadora do Eixo Adolescência e Violência do Observatório da Saúde da Criança e do Adolescente do Departamento de Pediatria da FM-UFMG e do Laboratório A Janela da Escuta do CIEN e membro do PINA – Infância, Adolescência e Psicanálise da UFMG

Sobre as mediadoras

Júlia Ramalho Pinto – Psicóloga, psicanalista, sócia-diretora da Estação do Saber, curadora do projeto Estação Pátio Savassi e do ETC-BH (Encontro de Twitteiros de Belo Horizonte).

Lilany Pacheco – Psicanalista membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise. Doutora em Ciência da Saúde pela UFMG.


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2 comentários

  1. Estação do Saber disse:

    Lucas,
    Obrigado pela participação!

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