Comer, Rezar, Amar

5 de setembro de 2011

Comer bem é viver bem. Quem não sabe disso, desconhece o conceito de qualidade de vida. Ficar se submetendo a regimes alimentares, seja para fins de emagrecimento ou por algum motivo de saúde, causa grandes aborrecimentos. Porque não se permitir experimentar de tudo? Mexer com o estômago é mexer totalmente com a vida das pessoas. Com o conforto e o bem-estar.

Elizabeth Gilbert aprende isso na prática e descreve em “Comer, Rezar, Amar” tal descoberta. Em certo ponto, após um casamento falido e a falta de perspectivas no futuro, ela decide voltar a ter “apetite” pela vida. No filme, Júlia Roberts diz à amiga que costumava ter fome e sentir os sabores daquilo que comia. Mas, influenciada também pelos padrões impostos do “corpo perfeito”, passa a não sentir o prazer de uma refeição e ficar restrita às saladas. Na sua jornada em busca de si mesma, decide começar por Roma, a capital da Itália e um dos lugares onde se come melhor no mundo.

Lá, a comida perpassa seu caminho desde os primeiros momentos no lugar. A luta para conseguir tomar café num estabelecimento abarrotado, o almoço com amigos, com quem compartilha também os conhecimentos da língua, e um jantar de Ação de Graças bastante inusitado. Massas, doces, carnes, tudo do bom e do melhor. E depois, a busca por um jeans um pouco maior, sem a costumeira culpa. Cenas de dar água na boca, como a da pizzaria em Nápoles, enchem os nossos olhos e dão fome.

A personagem não poderia começar melhor sua longa jornada. Abastecida não só de nutrientes, mas também de muito carinho, ela pode alicerçar melhor sua busca, que dali em diante não seria tão agradável. Ainda assim, o prazer de comer se faz presente ao longo do filme, seja na culinária típica indiana (Elizabeth chega a ganhar o apelido de Comida, por suas refeições mais generosas) ou nos chás que proporcionam a cura do corpo e do espírito em Bali.

No geral, o que podemos apreender de “Comer, Rezar, Amar” é que a alimentação é um dos caminhos para uma vida mais completa. A satisfação de comer bem, o encontro com o Deus dentro de si, dar a chance para que um novo amor possa chegar. Apoiada nesses três princípios, a personagem encontra valor nas coisas cotidianas e vai além do banal para reconstruir a própria vida.

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